A arquitetura da vida moderna, mediada por telas, rotinas isoladas e espaços privatizados, reduziu drasticamente os lugares de encontro espontâneo.
A cidade fragmenta territórios.
A política intensifica polarizações.
As redes sociais amplificam ressentimentos e raivas.
A segregação não é um efeito colateral, mas parte da forma como o espaço é produzido e distribuído. É uma maneira de transformar amigos e cidadãos em produtores e consumidores.
A segregação define quem encontra quem – e, sobretudo, quem não se encontra.
Quando as pessoas deixam de se encontrar, deixam também de se reconhecer.
E quando alguém se sente invisível, muitas vezes responde com raiva e violência.
Mas nem tudo precisa ser assim: podemos desconstruir essas barreiras e criar caminhos para outros encontros.
Crianças das favelas do Recife fazem um filme sobre como imaginam a vida dos “garotos de apartamento” da classe média, enquanto as crianças da classe média fazem um filme sobre como imaginam ser a vida na favela.
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